terça-feira, 28 de abril de 2015

Métodos naturais para aliviar a dor do parto

Existem muitas estratégias naturais para lidar com a dor das contrações. Você pode experimentá-las antes de passar para os medicamentos, ou se quiser ter um parto natural. Listamos aqui quais são:

Apoio individualizado durante o parto

Ter alguém que possa ficar do seu lado ao longo de todo o trabalho de parto, dando apoio emocional e ajudando você a ficar o mais confortável possível, pode diminuir muito seu nível de ansiedade e estresse. Isso faz com que você sinta um maior controle sobre a situação, e pode até ajudá-la a enfrentar o parto sem medicamentos, se esse for seu desejo.

Pesquisas indicam que mulheres que contam com apoio profissional contínuo durante o parto têm menor probabilidade de precisar de analgésicos ou de anestesia peridural, tendem a ter partos um pouco mais curtos e correm menos risco de ter um parto com uso de fórceps ou extrator a vácuo, ou de precisar de uma cesárea de emergência, se comparadas às mulheres que não contam com esse tipo de apoio.

É muito difícil encontrar um obstetra que tenha disponibilidade para permanecer ao seu lado durante todas as longas horas do trabalho de parto. Por isso essa assistência especializada costuma ser dada por uma parteira/obstetriz e/ou por uma doula, cuja única responsabilidade é apoiar física e emocionalmente a futura mamãe.

Os planos de saúde e o SUS já cobrem os gastos com uma obstetriz (que tem formação universitária específica), mas se você optar pela doula terá que arcar com os custos dos honorários dela, e se certificar de que ela poderá entrar no centro obstétrico. Informe-se bem com antecedência.

Exercícios de respiração e visualização

A maioria das aulas de preparação para o parto ensinam técnicas de respiração e visualização. O instrutor pode ensinar padrões específicos de respiração para você e seu parceiro praticarem. Nos métodos de visualização, você se imagina em um lugar bem calmo e agradável, por exemplo, ou imagina um parto fácil e tranquilo para seu bebê, para ajudar a contornar a dor.

Existem também técnicas de relaxamento progressivo ou controlado, onde você aprende a liberar a tensão focalizando um músculo específico, primeiro o contraindo e depois o soltando ao máximo.

Se você já praticou ioga, artes marciais ou meditação, é possível que já tenha a experiência necessária para tentar controlar a dor do parto tomando como base sua respiração. Outra coisa que pode ajudar a relaxar é trazer algo especial para observar (como uma foto favorita, por exemplo) ou escutar música própria para meditação.

Movimentação e mudança de posição

É bem mais fácil ter a liberdade de experimentar uma variedade de posições durante o parto, inclusive ficar em pé ou apoiada no seu parceiro, sentada, de joelhos ou de quatro, se você não estiver sendo medicada, ou seja, não estiver com um acesso venoso.

Manter-se em movimento também pode ser reconfortante para você. Experimente caminhar, ou então se balançar em uma cadeira de balanço ou bola de ginástica. A liberdade de se movimentar gera uma maior sensação de controle, a qual, por sua vez, pode diminuir a ansiedade e a dor.

Uma análise combinada de várias pesquisas que examinam a mudança de posições e a movimentação da mãe durante a primeira fase do parto sugere que ficar em pé ou caminhar podem reduzir a duração dessa fase do parto em cerca de uma hora.

Mesmo se houver alguma complicação que exija o monitoramento constante do bebê, ainda assim você pode mudar de posições na cama. Talvez você possa até ficar em pé, sentar ou dar uns passos ao lado da cama.

Já existem sistemas de monitoramento sem fio (telemetria) que permitem a livre movimentação da paciente. E, se a unidade de monitoramento for à prova d'água, você pode até tomar uma chuveirada. Mesmo sem essa opção, a mãe pode ficar sem o monitoramento por alguns períodos, voltando a vestir o cinto da cardiotocografia a cada meia ou uma hora.

Durante a fase de expulsão (quando você faz força para o bebê nascer), ficar em uma posição mais vertical pode ajudá-lo a descer para o canal de parto, e ficar de cócoras ou ajoelhada pode ajudar a ampliar a abertura da pelve. A melhor posição, contudo, é aquela que funcionar melhor para você! Experimente várias e escolha as mais confortáveis.

Massagem, toque e aplicação de calor ou frio

A massagem ajuda a relaxar, diminui a tensão muscular e pode até reduzir a sua percepção da dor. Você pode ganhar uma massagem da pessoa que estiver acompanhando seu parto ou de seu parceiro -- o toque de uma pessoa querida pode ser muito reconfortante (ou não!). Talvez você prefira um toque suave, ou talvez um pouco mais de pressão.

Dependendo da posição do bebê, pode ser que você prefira uma massagem mais firme ou uma pressão contínua na coluna lombar. Mas haverá momentos durante o parto em que a massagem pode incomodá-la, e você terá que comunicar isso à sua equipe de apoio, sem medo de ofender ninguém.

Muitas mulheres garantem também que o uso de bolsas ou compressas de água quente na coluna lombar ou no baixo ventre -- ou em qualquer lugar que esteja doendo -- ajuda a relaxar e reduz a dor. Há outras que preferem bolsas de gelo, e há quem goste de alternar frio e calor. Vale a pena tentar todas as opções. Só cuide de proteger a pele do contato direto com o calor ou frio.

Sentar-se numa bola de ginástica e balançar-se nela ajuda a massagear a região entre a vagina e o ânus (períneo), o que pode trazer alívio.

Hidroterapia

A hidroterapia -- o uso da água para acalmar e relaxar o corpo -- pode ajudar a aliviar os desconfortos do parto.

Ficar de molho numa banheira é muito calmante para algumas mulheres durante a primeira etapa do parto. Muitas casas de parto e até maternidades oferecem banheiras de hidromassagem para as parturientes. E algumas mulheres chegam a alugar banheiras portáteis feitas especialmente para da à luz em casa (maiores, mais fundas e mais macias do que as banheiras comuns).

Assim como outras opções para evitar o uso de medicamentos, a hidroterapia permite que você permaneça alerta e em controle da situação. A imersão na água alivia a pressão sobre o corpo, promove o relaxamento muscular e pode até diminuir a dor, a ansiedade e a necessidade de medicação. Além disso, há evidências de que a hidroterapia também possa diminuir a duração da primeira etapa do parto.

Se você resolver entrar na banheira, certifique-se de que a água esteja na temperatura do corpo (37 graus centígrados) ou menos. Uma temperatura mais alta poderia provocar um aumento na sua temperatura corporal e também na do bebê, e acelerar os batimentos cardíacos.

É claro que a hidroterapia durante o parto não é indicada para todas as mulheres. Certamente não será uma opção se você tiver qualquer tipo de complicação que exija monitoramento constante, por exemplo. E a maioria dos médicos aconselha evitar banhos de imersão depois do rompimento da bolsa amniótica, para evitar o risco de infecção caso haja bactérias na água, nos jatos d'água ou na tubulação. Tomar banho de chuveiro, no entanto, está liberado, e muitas mulheres adoram o efeito calmante de um demorado banho morno.

O contato da água com a pele é um estímulo tátil que serve para distrair o cérebro da dor.

Acupuntura e acupressão

A acupuntura, usada durante séculos na medicina tradicional chinesa, envolve a colocação e manipulação de agulhas muito finas em pontos específicos do corpo. A acupressão não usa agulhas e sim a aplicação de pressão sobre esses pontos.

Ninguém sabe exatamente como a acupuntura reduz a dor. As duas teorias mais comuns acreditam que a técnica bloqueia certos impulsos nervosos ou então estimula a liberação de analgésicos naturais conhecidos como endorfinas. Os pontos de acupuntura mais usados durante o parto ficam nas mãos, pés e orelhas.

Não há muitos estudos de qualidade sobre o uso da acupuntura ou acupressão durante o parto, e os resultados são conflitantes. Alguns estudos sugerem que as técnicas podem ajudar a reduzir a dor, mas outros não mostram efeitos positivos. Alguns estudos relacionam o uso da acupuntura e acupressão a uma redução do uso de fórceps ou extrator à vácuo durante o parto, e um desses estudos relaciona essas técnicas a um índice menor de cesarianas.

A desvantagem da acupuntura é que sua aplicação requer um profissional muito bem treinado, e poucos médicos ou parteiras têm esse tipo de treinamento. Se você gostaria de experimentar esse método tradicional chinês para controlar as dores do parto e seu bebê vai nascer em uma casa de parto ou na sua casa, talvez você consiga contratar um acupunturista profissional para atendê-la.

Hipnose

Algumas mulheres usam a auto-hipnose durante o parto para diminuir a tensão, o medo e a sensação de dor. Para fazer uso dessa técnica, que é uma variação da meditação, você terá de começar a treinar bem antes do parto para aprender a se concentrar e relaxar a musculatura durante o trabalho de parto.

Embora um estudo recente tenha concluído que não há evidência suficiente para julgar a eficácia da auto-hipnose durante o parto, depoimentos de mães que se submeteram à técnica indicam que ela induz um relaxamento profundo que alivia a percepção da dor.

Leia também:


http://brasil.babycenter.com/a25008169/m%25C3%25A9todos-naturais-para-aliviar-a-dor-do-parto#ixzz3YdtNtZQx

Como aproveitar a praia com seu bebê


Até que horas posso ficar na praia?

Esqueça, por enquanto, daquelas épocas em que passava o dia inteiro na praia. Agora, enquanto seu filho é tão pequeno, aquela boa e velha recomendação dos dermatologistas vale mais do nunca: evite a exposição do bebê ao sol no período entre 10h e 16h (11h e 17h, durante o horário de verão) devido à ação nociva à pele dos raios ultravioleta. 

Os médicos aconselham também que bebês com menos de 1 ano não fiquem mais de meia hora expostos diretamente ao sol, mesmo que bem no comecinho da manhã ou no final da tarde. Leve um guarda-sol ou procure a sombra de uma árvore para se acomodar com o carrinho. 

Tem de usar maiô?

A moda praia mais chique para um bebê é quase a nudez! Deixe-o só de fralda ou coloque uma camiseta de algodão bem fina se seu filho tiver a pele muito clara. Passe protetor solar por todo o corpo dele, até na cabeça, no pé e nas orelhas, por fora. No couro cabeludo também, já que o cabelo é fininho (se é que existe) e não evita queimaduras. Isso vale para bebês de mais de 6 meses. 

Se seu filho for menor que isso, é preciso mantê-lo quase o tempo todo na sombra, com uma roupa leve. Os especialistas não recomendam que crianças de menos de 6 meses usem protetor solar, por causa da sensibilidade da pele. 

Deixar o bebê só de maiô é meio arriscado, já que pode haver uma desagradável explosão de cocô. Você pode deixá-lo de maiô por breves períodos, quando ele for entrar na piscininha ou na água. Depois volte para a fralda. 

Evite deixar o bebê pelado na areia. Ele ainda é pequenininho e mais suscetível a micoses e infecções por microorganismos. 

O que ele pode comer?

Apesar de praia e guloseimas serem quase sinônimos, a pediatra Eloisa Corrêa de Souza, do Hospital Universitário da USP, diz que é melhor evitar dar alimentos de barracas e ambulantes, incluindo picolés, em especial os de marcas desconhecidas. 

O mais seguro é levar para a praia, em uma sacolinha térmica com gelo, comidas e bebidas de casa (ou do hotel). Segundo a pediatra, o cuidado vale até para a água de coco natural. "Observe as condições de higiene do local ao abrir a fruta. Mesmo assim, pode ser arriscado devido à chance de uma contaminação (através da faca que corta a fruta)." 

Que cuidados mais tenho de tomar? Pode entrar na água?

Na areia, mantenha o olho atento no bebê. Como ele é pequeno, as outras pessoas podem não enxergá-lo, especialmente crianças maiores correndo atrás de bolas ou adultos jogando frescobol. 

Muitos bebês adoram água, por isso aproveite para molhar o pezinho do seu filho na beira da água, desde que ela esteja tranquila e não excessivamente gelada. Desista da empreitada se as ondas estiverem fortes (mesmo que só um pouquinho). 

Pode até parecer difícil seguir tantos passos, mas não é. Aos poucos você vai se acostumar com a experiência de ir à praia com o bebê e tudo passará a ser praticamente automático. 

Veja o que levar

Confira a seguir uma lista com sugestões do que não pode faltar na sua sacola de praia: 

  • Bolachas de água e sal, maisena ou leite, e biscoitos de polvilho: são comidinhas pouco enjoativas para matar aquela fome básica que a criança tem no meio da manhã ou da tarde. 
  • Balde, pás e brinquedos de areia: Para os bebês que já sentam, é um passatempo que nunca sai de moda. Se você vai para uma praia movimentada, deixe para comprar os brinquedos lá, em vez de entulhar ainda mais o porta-malas do carro. 
  • Chapéu ou boné: Indispensável para proteger a cabeça do bebê, mesmo que ele esteja debaixo do guarda-sol e com protetor solar. 
  • Fraldas: Não dá para o bebê ficar muito tempo sem, já que a areia e a água podem irritar a delicada pele do bumbum. Mesmo que só vá ficar um pouquinho na praia, leve fraldas extras, porque, se ele fizer xixi ou cocô e não for trocado logo, as chances de assadura debaixo do calor são maiores. E, se for entrar no mar, existem fraldas especiais que não desmancham na água como as outras. 
  • Frutas: Saudáveis, matam a fome sem que você precise sair correndo na hora do lanche do bebê. 
  • Água, suco de frutas ou água de coco: É imprescindível que as crianças bebam líquidos para evitar a desidratação. Também vale a pena levar garrafas com água doce para tirar a areia do bebê ou limpar sujeira de comidinhas. 
  • Isopor ou sacola térmica: Servem não só para conservar a temperatura de bebidas e alimentos, mas evitam também que se deteriorem (só lembre de colocar junto um saquinho bem vedado com gelo ou uma forma de gelo em barra própria para isso). O melhor é não misturar itens gelados com quentes, pois tendem a neutralizar a temperatura um do outro. 
  • Lenços umedecidos: Um grande aliado das mães nas trocas de fraldas, podem ser usados também para limpar mãos e pés sujos de areia na hora do lanche ou antes de partir para uma soneca. 
  • Piscina inflável: Você vai levar o bebê para molhar o pezinho na água do mar de tempos em tempos, só que não tem como protegê-lo do sol. Por isso a piscina inflável quebra o galho e refresca bastante crianças que já conseguem se sentar. Mas é preciso ficar junto o tempo inteiro e ter muito cuidado com a quantidade de água que se coloca (deve ser só um fundinho). Afogamentos de bebês podem ocorrer rápido, mesmo em uns poucos dedinhos de água. 
  • Filtro solar: Até debaixo do guarda-sol em um dia de mormaço o reflexo solar pode queimar o bebê. O fator de proteção solar deve ser de no mínimo 30, e o ideal é usar um tipo que não saia na água. Passe a primeira camada meia hora antes de chegar à praia. Protetores solares são recomendados apenas para bebês de mais de 6 meses. 
  • Toalhas: Leve mais de uma, para que possa secar o bebê e ter uma extra se precisar improvisar um cantinho limpo quando o sono bater (pode ser uma canga também). 
  • Trocador de plástico impermeável: Ele garante a higiene da troca em locais onde não há uma superfície própria para isso (como banheiros públicos ou de restaurantes). Mas evite trocar a criança na própria praia, para evitar o contato do bebê com as bactérias da areia. 
  • Repelente: Dependendo do lugar para onde vai, o repelente pode ser fundamental para conter o "ataque" de insetos ao bebê. A única precaução é não aplicá-lo em crianças com menos de 6 meses, porque algumas substâncias químicas da fórmula podem provocar reações alérgicas na pele do bebê. 
  • Papete ou sandália de dedo que prenda no pé: Se seu filho já anda, esse tipo de sandália ou chinelo, feitos de materiais que não encharquem (como borracha ou neoprene), pode facilitar explorações e proteger os pezinhos da criança mesmo dentro da água, principalmente se você estiver em praias onde haja piscinas naturais com coral. A dica vale também para os adultos.


Leia mais:


http://brasil.babycenter.com/a3200028/como-aproveitar-a-praia-com-seu-beb%25C3%25AA#ixzz3YdsaSzXB